Artigos, reportagens, entrevistas, enfim, coisas escritas publicamente, por mim ou sobre mim.

Escrever artigos, "darmos a cara" quando se trata da orientação sexual, sermos entrevistados, tudo isto se traduz em possibilidade de manifestarmos a nossa opinião, mostrarmos o nosso ponto de vista, esclarecermos alguém sobre algo que nós conhecemos melhor. É uma forma de cidadania e de usufruirmos da liberdade de expressão e de usarmos activamente a democracia.

 

 
Artigos publicados
Sem Medos
Os 10 anos do GTH
Korpus
A falar politigaymente correcto
Fanzine nº 9
Manifesto do Aborto
Correio da Manhã
Como Marido e Mulher
Cosmopolitan
  Porque é que nós, gays, preferimos os homens!
Cais
  Ilustração Paleontológica
Cais
  Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros
   
Nota: As entrevistas são da autoria do jornalista citado
 

 

Os 10 anos do GTH

Lembro-me com alguma clareza da primeira vez que ouvi falar do GTH. Ainda não tinha saído do armário e lia, meio às escondidas dos meus pais, numa reportagem a notícia do recém formado GTH. Na fotografia estavam dois homens a beijarem-se e eu sentia um meio de inveja e respeito por eles. “Um dia quando for grande...”
Hoje já sou “grande” (1,83 o que não quer dizer que seja grande coisa) e também eu sou activista gay. Quanto aos jovens do recorte do jornal tornei-me num deles, embora ainda não tenha sido fotografado pelos média a beijar alguém.
O GTH influenciou positiva e definitivamente a minha forma de encarar a vida. Afinal em Portugal existiam mais como eu e que lutavam por algo que ainda não compreendia totalmente mas que sabia bem lá no fundo serem valores correctos e naturais.

O GTH estará sempre conotado a uma forma de luta política pelos direitos LGBT. Ao GTH está associado a preferência de fazer as coisas de uma forma mais “revolucionária” e menos ortodoxa, preferência essa que lhe granjeia algumas antipatias dentro do próprio movimento LGBT. No final de contas o movimento LGBT presume-se, e é, um movimento apartidário, mas nem por isso necessariamente apolítico, e que melhor forma de se obter conquistas políticas do que ter um grupo de trabalho LGBT no seio de um partido político com assento parlamentar. Daqui só é pena não existir algo de homólogo no partido que está à frente do governo, seja ele qual for a sua cor.
Do historial do GTH não sou profundo conhecedor, e alguém mais bem informado do que eu não terá perdido a oportunidade de o descrever mas tenho a sensação de que desde o momento da formação do grupo ele terá sido um espinho encravado na garganta de muita gente, que de repente se aperceberam que no final de contas a “posta” da orientação sexual “Portuguesa” também tinha espinhas, e só pelo nome devem-na ter excomungado, pois além de espinhas tinha um sabor amargo também!
O GTH representa hoje para mim uma forma de luta dinâmica, política, sincera e contundente pelos direitos LGBT, pelos direitos que são meus, são nossos e são sobretudo da sociedade em geral, independentemente da sua orientação sexual. O GTH não está só de parabéns pelos seus dez anos de existência, uma estátua também pode fazer dez anos de existência, estar de parabéns, e no entanto a estátua está para ali e não faz nada! O GTH está de parabéns mas é por dez anos de trabalho, de luta, de manifestações, de não se calar, de não se conformar, de não parar. Se me pedissem para dedicar alguma coisa ao GTH por dez anos de vida dedicar-lhe-ia o “Cântico Negro” de José Régio:
 
«(...) Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei pôr onde vou,
Não sei para onde vou
– Sei que não vou por aí!»

Em meu nome pessoal e em nome do Grupo Oeste Gay que represento: parabéns GTH !

Sem Medos nº9, Maio 2001

 

 

 

 

 

 

 

Nota: O "Sem Medos" era o boletim do extinto (convertido) Grupo de Trabalho Homossexual do PSR. O GTH foi a colectividade que durou mais tempo e pela celebração do seu 10º aniversário convidaram-me a escrever algo. O texto é a resposta a esse pedido.
 

 

A falar politigaymente correcto

Um dos desafios de quem anda nisto dum “activismo” gay, de dar a cara, entrevistas aos media, debates de esclarecimento ou simplesmente informações às curiosidades e ignorâncias d@s amig@s, é a forma de como nos exprimimos.
Nunca me senti tão preocupado nos termos que uso como quando falo sobre a homossexualidade a pessoas ou em público. O cuidado de não dizer “a minha opção sexual” mas a “orientação sexual”, o volta e meia deixar escapar um “normais” quando deveria ter dito “heterossexuais”, o de dizer gays quando o que está implícito são os LGBT, o de estar a dizer “transsexuais” quando me estou a referir a “transgenders” e de quando digo “transgenders” maior parte das pessoas dizerem “hãm???...”. Depois o que volta e meia me torno chato quando os meus amigos conversam comigo e eu os corrijo “não é opção é orientação!”. Muitos felizmente já o dizem “correctamente” e é com agrado que verifico que alguns até já tem um discurso mais correcto do que muitos gays que eu para aí conheço.
Um segundo problema torna-se a própria comunicação social. Mesmo que nós tenhamos todos os cuidados com a nossa linguagem os jornalistas insistem em dizer por suas próprias palavras o que nós dissemos, e o que normalmente acontece é sair asneira atrás de asneira! Isso ficou bem patente nas várias reportagens que fizeram sobre a semana do gaypride de Lisboa. Agora o que é grave é quando temos pessoas que representam associações LGBT que se servem da desculpa da ignorância dos jornalistas para cobrirem as suas próprias e repetidas falhas no seu discurso.
O segundo erro, tão grave como o primeiro, é insistirem em tomar a parte pelo todo, isto é: “confirmarem” à imprensa que a comunidade gay tem um estatuto económico superior, um maior poder de compra, um nível cultural e social mais elevado, etc. Menin@s, se isto se pode aplicar a alguns é no entanto falso para a maioria. Se calhar @s que nós conhecemos nas discotecas da capital e nos engates de circunstância até tem o perfil descrito, e nós conhecemo-l@s porque quase tod@s já fizeram o seu coming-out, agora a maioria nem sequer vai aos bares e discotecas “rosa”. Quando falamos para a imprensa não podemos brincar com lobbies, maiores poderes de compra, e que a nossa vida, apesar de sermos gays, corre bem e até ganhamos um bom salário porque não temos filhos para criar! Isto é falso para uma maioria e os jornalistas não são sempre desculpa, pois até eles aprendem se insistirmos nos termos correctos. Agora quando continuamente se dão punhaladas no discurso LGBT, não há jornalista que aprenda e que sirva de desculpa para os nossos próprios erros! Andam uns a ensinar para outros vulgarizarem no mau sentido os termos com que nos “definem”.
E assim, é com avanços e retrocessos que caminhamos e lá vamos conseguindo umas “igualdadezinhas”.

Korpus nº 14, Abril 2001

 

 

 

 

 

 

 

Nota: A Korpus é uma revista destinada a um publico alvo homossexual. Este artigo, apesar de antigo, ainda tem uma actualidade inquietante.

 

Manifesto do Aborto

Não defendo a interrupção voluntária da gravidez como solução ou como método contraceptivo pós concepção. A criminalização do aborto leva a que muitas mulheres procurem formas pouco adequadas e nada seguras para provocarem a interrupção da gravidez, causando muitas vezes traumas graves à mulher e mutilações internas que podem ficar para a vida chegando, nalguns casos, a provocar infertilidade permanente ou, em casos extremos, provocando a morte da mulher. A despenalização do aborto levará as mulheres a procurarem apoio especializado e competente para o provocarem, e a que sejam medicamente e socialmente assistidas a partir daí.
A despenalização do aborto não é a solução de gravidezes indesejadas, mas é a forma de essas gravidezes serem menos frequentes, mais controladas e acabarem menos de formas pouco nobres como a morte ou a infertilidade permanente impossibilitando assim o casal de vir a gerar uma criança com plena consciência.
O que é mais vergonhoso para um governo? Ter uma lei que uma interrupção voluntária da gravidez medicamente assistida, por pouco ético que seja, ou uma lei que leva as mesmas mulheres, que continuam a praticar a interrupção voluntária da gravidez, de forma perigosa para a sua saúde e a do feto se este sobreviver.

 


Fanzine nº 9, Primavera 2002

 

Nota: O manifesto já antes havia sido utilizado para uma tomada de posição pública sobre o aborto.
 

 

«Simão e António»

«Simão Mateus tem 28 anos, vive perto da Lourinhã, trabalha em ilustração científica e é coordenador do Grupo Oeste Gay. António tem 29 anos, vive em Lisboa, trabalha na Câmara Municipal de Odivelas e faz activismo gay. Conheceram-se há ano e meio e, desde então que mantém uma relação estável. «Regra geral estamos juntos todos os fins de semana e sempre que possível durante a semana. Ás vezes é complicado porque trabalhamos em cidades diferentes, mas tentamos» contam. A distância não afectou a relação. Quando se confrontam com a sua orientação sexual e falaram com a família e os amigos, as reacções foram positivas. Simão recorda: «tive imenso apoio dos meus amigos. Confesso que quando comecei a falar da minha orientação estava receoso mas fui apoiado». António acrescenta: «penso que de certeza tive sorte porque amigos e família tentaram compreender-me». Apesar da distância, são felizes. Lutam por uma sociedade mais justa e, enquanto casal, não põem de lado a hipótese de terem um filho.»

Texto: Sofia Rato

Magazine Domingo

do Correio da Manhã

nº 8498, 25 Agosto 2002

Nota: O Correio da Manhã fez um dia uma reportagem sobre a homossexualidade em Portugal entrevistando diversos casais. O texto transcrito é a parte da reportagem que focava sobre mim e o António.
Esta entrevista teve várias consequencias: Nunca uma revista desapareceu tão depressa das mesas dos cafés da Lourinhã nem nunca uma revista do Correio da Manhã circulou tanto dentro da Câmara Municipal de Odivelas.
O António diz que para sermos capa de revista tinhamos de optar por dois títulos: ou «Matei a minhã mãe á paulada» ou "Como marido e mulher». Achámos a primeira hipótese um pouco demais.

 

Porque é que nós, gays, preferimos os homens!

Fico perdido a olhar para o tecto do quarto a pensar porque será que nós, gays, preferimos os homens? Ficou-me essa questão para digerir e pensar, ruminar sobre o tema. Confesso que é mais difícil do que parece dar uma resposta a algo que poderia parecer tão simples. Bem, porque é que eu prefiro homens às mulheres? Por falta de ter experimentado o sexo feminino não foi, já estive com mais mulheres do que maior parte dos meus amigos “hetero”! Dando a volta à questão: Porque é que maior parte dos homens preferem as mulheres? Pensando bem também não há resposta científica a isso, e quando levei a questão a casais hetero meus amigos deram aquela resposta que não admite réplicas nem dúvidas: «Porque sim!»
Realmente “porque assim” é a melhor resposta. No final de contas deveremos gostar de homens pelos mesmos motivos que a maioria das mulheres gostam do sexo masculino – cerca de 90% a acreditar nas estatísticas mais consensuais. Queridas leitoras, conseguem enumerar as razões objectivas porque a maioria de vós gosta de homens? Será pelo aspecto masculino? Pelos ombros largos? Pela face áspera da barba? Ou simplesmente pelo orgão sexual que nos caracteriza a nós, homens? Não sei porque razão os gays, preferem os homens, mas de uma coisa tenho a certeza: a razão é plural e à “razão” de uma por cabeça, ou seja: cada um de nós tem as suas razões e eu querer dar aqui a “resposta solução” era incorrer num erro que não me perdoavam.
A preferência por pessoas do mesmo sexo nem se deve a ter alguém “mais semelhante” a nós. Não pense que um casal de lésbicas passa o dia a discutir dietas, perfumes e dos últimos episódios das novelas. Elas podem ser tão diferentes como numa relação heterossexual. Eu e o meu companheiro não passamos o dia a discutir futebol ou o último modelo de carro que saiu! Temos os mesmos problemas que a maioria das pessoas, acrescidos de muitas vezes não os podermos resolver em conjunto. As poucas vantagens duma relação gay é eu poder usar algumas coisas que o meu namorado usa. Imagine uma relação em que tem outra pessoa a quem recorrer quando precisar de um vestido, dum batom ou de um tampão nos dias mais chatos!

Quase sempre, o querer saber a razão dos gays gostarem de homens leva à questão da existência dos gays ou das diferentes orientações sexuais. Já agora, caras leitoras, é esta a designação correcta: não são opções mas sim orientações. Opção é eu poder levar uma vida heterossexual apesar de me sentir atraído por homens! Continuando: mais uma vez na questão do motivo da existência de diferentes orientações sexuais as respostas estão longe de serem consensuais, únicas e aceites. Uns dizem que é genético, outros dizem que é social, outros educacional, outros ocasional, a existência duma “mãe castradora”, a não existência da mãe, o tamanho dum lóbulo da hipófise, a falta de um modelo masculino, a falta de convívio com raparigas durante a infância, ou então a convivência obsessiva com raparigas durante a infância! Até já ouvi que a explicação básica para tudo isto resume-se em para que lado está a curvatura do pénis! Como vêem as tentativas de resposta à existência de diferentes... diferentes quê? Diferentes orientações sexuais (muito bem) são tão variadas, díspares e antagónicas que é impossível dar a “resposta solução”.

Portanto, caras leitoras, o meu conselho é: se tiverem um amigo gay, uma colega lésbica, um filho, um pai, um irmão, ou quem sabe um marido homossexual, não percam tempo a tentar entender porque é que ele se sente atraído por pessoas do mesmo sexo. Percam antes tempo a demonstrarem-lhe que gostam dele/dela e que apesar da sua diferente orientação sexual vocês tem força para superar o preconceito e encontrar nele ou nela o ser humano maravilhoso/a que ele/ela é!

Cosmopolita nº 124, Agosto 2002

 

Nota: O artigo da Cosmopolita não é uma entrevista mas uma crónica. Foi-me pedido um texto com 2800 caracteres para a Cosmopólita e eu, que nunca tinha escrito nada para uma revista feminina, muito menos um quase artigo de opinião com direito a destaque, disse logo que sim!... :)
 

 

Ilustração Paleontológica

A ilustração paleontológica é considerada uma área da ilustração científica, podendo dividir-se em duas partes: desenho de fósseis, como ossos, dentes ou pegadas; e a representação de “formas de vida”, i.e., a reconstituição de como seria uma espécie se ainda hoje existisse, seja ela vegetal, como algumas árvores, ou animal, como os dinossauros, répteis, etc.
Qual é a vantagem da ilustração científica de fósseis?
Comparativamente com uma boa fotografia uma ilustração continua a fornecer informações mais claras, concisas e perceptíveis. É mais apropriada para publicações e reproduções, não perde definição, salienta o que é importante e corrige “imperfeições”. Dá também maior mobilidade ao conhecimento científico. Uma ilustração de um fémur de um metro e oitenta pode circular “levemente” dentro de um livro ou num segundo pela Internet, fazendo-se o estudo científico pela comparação de desenhos e formas. No caso de desenhos de “micro fósseis”, alguns têm menos de um milímetro de comprimento, são muito difíceis de estudar sem ser com instrumentos apropriados, são frágeis de manusear e com elevado risco de se perderem devido ao seu tamanho.
Em relação à representação em vida esta forma de desenho tem uma série de particularidades: os seus objectos de estudo estão extintos, no caso dos dinossauros há 60 milhões de anos; não existem testemunhos gráficos deles; e as suas características morfológicas espelham-se actualmente numa série de grupos de animais actuais, como as aves e os répteis. As ilustrações têm de obedecer: à mecânica do esqueleto ósseo e muscular; aos registos fósseis encontrados, dos próprios ossos ou dos icnofósseis, como pegadas e pele; seguir a lógica de adaptação ao meio ambiente envolvente na altura, para isso muito contribuem os estudos de palinologia (ver texto); e seguir as ideias de dados científicos actualizados.
Por exemplo: poderia um grande saurópode do Jurássico (um dinossauro de pescoço e cauda compridas) estar representado a comer num pasto de erva deixando grandes marcas das suas pegadas e da sua enorme cauda, enquanto um tiranossauro lhe prepara uma emboscada? Não! A erva é uma planta angiospérmica, que surgiu muito após o Jurássico. Nos trilhos fósseis deste grupo nunca foram encontradas marcas de caudas, o que permite dizer que eles não as arrastavam! Além disso, o tiranossauro também não é do Jurássico, este só apareceu muito mais tarde, no Cretácico, e já o saurópode seria fóssil quando os tiranossauros fariam caçadas. Além disso, os T. rex são dinossauros da América, não podendo ser encontrados com dinossauros de Portugal!
Quando um ilustrador faz uma representação de um animal estas questões tem de se colocar para que a representação seja lógica e não careça de rigor científico.

Cais nº 79, Setembro 2003

 

Nota: A Cais é uma revista de apoio aos sem abrigo que 70% do preço de capa é para o vendedor. O mês de Setembro foi inteiramente dedicado ao Museu da Lourinhã e eu, além deste artigo e do que escrevi sobre o Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (ver CIID), tive também a terefa de organização editorial dentro do Museu.
 

 

 

Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros

O Museu da Lourinhã promove, desde 2000, Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros, CIID, devido à necessidade de se obterem imagens de dinossauros de boa qualidade que se pudessem usar para apoio à equipa de paleontologia.
O CIID foi pensado como uma ferramenta interdisciplinar de múltiplas funções, tem vindo dar ao Museu um espólio de imagens alusivas a dinossauros, e têm-no promovido no exterior. A ilustração científica é também uma arte pouco conhecida do público em geral e a promoção do concurso tem vindo divulgá-la junto da comunidade que visita as exposições e o Museu.
O júri é composto por três ilustradores e dois paleontólogos. Nuno Farinha e Fernando Correia são dois biólogos ilustradores que já nos habituaram aos seus trabalhos na revista Fórum Ambiente. José Projecto já desenhou várias séries de selos de animais dos CTT, incluindo a série das aves e dos dinossauros. O Prof. Dr. Telles Antunes e Octávio Mateus são os paleontólogos do júri, ambos com conhecimentos de ilustração científica. “Qualidade Técnica e Rigor Científico” são os critérios de avaliação, sendo dada preferência a espécies portuguesas em caso de empate.
Em 2000 lança-se o primeiro CIID, que conta com a participação de 33 artistas de 10 países e mais de meia centena de ilustrações. À medida que os trabalhos desse ano vão chegando, o Museu vai-se apercebendo que o lançamento do concurso não foi em vão e a qualidade e quantidade das ilustrações vencedoras confirmam o sucesso da iniciativa. O CIID tem impacto nas revistas da especialidade, nomeadamente a Guild of Natural Science Illustrators Newsletter, e na imprensa portuguesa, que vem demonstrar que o sucesso obtido não é só nacional como mundial. Os ilustradores paleontólogos vem também reconhecer a importância do concurso no panorama internacional.
Na segunda edição do CIID, o número de trabalhos, artistas e países participantes aumentaram, superando as expectativas. A qualidade geral dos trabalhos era também bastante melhor.
A terceira edição do concurso está ainda a decorrer com a classificação dos trabalhos recebidos, e a preparar uma exposição a realizar-se em Outubro no Centro Cultural da Lourinhã. O Museu pretende ainda editar um livro sobre o tema dos dinossauros com as ilustrações obtidas.
A Câmara Municipal da Lourinhã tem sido uma parceira fundamental neste projecto e este ano contamos com o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã, uma instituição que tem apoiado o desenvolvimento regional.
O Museu da Lourinhã prevê já a quarta edição do concurso com o prazo de entrega dos trabalhos para 31 de Julho de 2004.
Algumas das imagens desta revista são alguns dos trabalhos apresentados no CIID.
Para ver mais ilustrações e regulamento para participar, ver www.dinodata.net/lusodinos.

Cais nº 79, Setembro 2003

 

Nota: Para ver mais sobre o Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros salta para CIID.