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Artigos, reportagens, entrevistas, enfim, coisas escritas publicamente, por mim ou sobre mim. Escrever artigos, "darmos a cara" quando se trata da orientação sexual, sermos entrevistados, tudo isto se traduz em possibilidade de manifestarmos a nossa opinião, mostrarmos o nosso ponto de vista, esclarecermos alguém sobre algo que nós conhecemos melhor. É uma forma de cidadania e de usufruirmos da liberdade de expressão e de usarmos activamente a democracia.
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| Os
10 anos do GTH |
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Lembro-me
com alguma clareza da primeira vez que ouvi falar do GTH. Ainda não
tinha saído do armário e lia, meio às escondidas
dos meus pais, numa reportagem a notícia do recém formado
GTH. Na fotografia estavam dois homens a beijarem-se e eu sentia um meio
de inveja e respeito por eles. “Um dia quando for grande...” O
GTH estará sempre conotado a uma forma de luta política
pelos direitos LGBT. Ao GTH está associado a preferência
de fazer as coisas de uma forma mais “revolucionária”
e menos ortodoxa, preferência essa que lhe granjeia algumas antipatias
dentro do próprio movimento LGBT. No final de contas o movimento
LGBT presume-se, e é, um movimento apartidário, mas nem
por isso necessariamente apolítico, e que melhor forma de se obter
conquistas políticas do que ter um grupo de trabalho LGBT no seio
de um partido político com assento parlamentar. Daqui só
é pena não existir algo de homólogo no partido que
está à frente do governo, seja ele qual for a sua cor. Em meu nome pessoal
e em nome do Grupo Oeste Gay que represento: parabéns GTH ! |
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| Sem Medos nº9, Maio 2001
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| Nota:
O
"Sem Medos" era o boletim do extinto (convertido) Grupo de Trabalho
Homossexual do PSR. O GTH foi a colectividade que durou mais tempo e pela
celebração do seu 10º aniversário convidaram-me
a escrever algo. O texto é a resposta a esse pedido. |
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A
falar politigaymente correcto |
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Um
dos desafios de quem anda nisto dum “activismo” gay, de dar
a cara, entrevistas aos media, debates de esclarecimento ou simplesmente
informações às curiosidades e ignorâncias d@s
amig@s, é a forma de como nos exprimimos. |
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Korpus nº 14, Abril 2001
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Nota:
A
Korpus é uma revista destinada a um publico alvo homossexual. Este
artigo, apesar de antigo, ainda tem uma actualidade inquietante. |
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| Manifesto
do Aborto |
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Não defendo a interrupção voluntária da gravidez
como solução ou como método contraceptivo pós
concepção. A criminalização do aborto leva
a que muitas mulheres procurem formas pouco adequadas e nada seguras para
provocarem a interrupção da gravidez, causando muitas vezes
traumas graves à mulher e mutilações internas que
podem ficar para a vida chegando, nalguns casos, a provocar infertilidade
permanente ou, em casos extremos, provocando a morte da mulher. A despenalização
do aborto levará as mulheres a procurarem apoio especializado e
competente para o provocarem, e a que sejam medicamente e socialmente
assistidas a partir daí.
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Fanzine nº 9, Primavera 2002
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| Nota:
O
manifesto já antes havia sido utilizado para uma tomada de posição
pública sobre o aborto. |
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| «Simão
e António» |
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«Simão Mateus tem 28 anos, vive perto da Lourinhã, trabalha em ilustração científica e é coordenador do Grupo Oeste Gay. António tem 29 anos, vive em Lisboa, trabalha na Câmara Municipal de Odivelas e faz activismo gay. Conheceram-se há ano e meio e, desde então que mantém uma relação estável. «Regra geral estamos juntos todos os fins de semana e sempre que possível durante a semana. Ás vezes é complicado porque trabalhamos em cidades diferentes, mas tentamos» contam. A distância não afectou a relação. Quando se confrontam com a sua orientação sexual e falaram com a família e os amigos, as reacções foram positivas. Simão recorda: «tive imenso apoio dos meus amigos. Confesso que quando comecei a falar da minha orientação estava receoso mas fui apoiado». António acrescenta: «penso que de certeza tive sorte porque amigos e família tentaram compreender-me». Apesar da distância, são felizes. Lutam por uma sociedade mais justa e, enquanto casal, não põem de lado a hipótese de terem um filho.» Texto: Sofia Rato |
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Magazine Domingo do Correio da Manhã nº 8498, 25 Agosto 2002 |
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| Porque
é que nós, gays, preferimos os homens! |
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Fico perdido
a olhar para o tecto do quarto a pensar porque será que nós,
gays, preferimos os homens? Ficou-me essa questão para digerir
e pensar, ruminar sobre o tema. Confesso que é mais difícil
do que parece dar uma resposta a algo que poderia parecer tão simples.
Bem, porque é que eu prefiro homens às mulheres? Por falta
de ter experimentado o sexo feminino não foi, já estive
com mais mulheres do que maior parte dos meus amigos “hetero”!
Dando a volta à questão: Porque é que maior parte
dos homens preferem as mulheres? Pensando bem também não
há resposta científica a isso, e quando levei a questão
a casais hetero meus amigos deram aquela resposta que não admite
réplicas nem dúvidas: «Porque sim!» Quase sempre, o querer saber a razão dos gays gostarem de homens leva à questão da existência dos gays ou das diferentes orientações sexuais. Já agora, caras leitoras, é esta a designação correcta: não são opções mas sim orientações. Opção é eu poder levar uma vida heterossexual apesar de me sentir atraído por homens! Continuando: mais uma vez na questão do motivo da existência de diferentes orientações sexuais as respostas estão longe de serem consensuais, únicas e aceites. Uns dizem que é genético, outros dizem que é social, outros educacional, outros ocasional, a existência duma “mãe castradora”, a não existência da mãe, o tamanho dum lóbulo da hipófise, a falta de um modelo masculino, a falta de convívio com raparigas durante a infância, ou então a convivência obsessiva com raparigas durante a infância! Até já ouvi que a explicação básica para tudo isto resume-se em para que lado está a curvatura do pénis! Como vêem as tentativas de resposta à existência de diferentes... diferentes quê? Diferentes orientações sexuais (muito bem) são tão variadas, díspares e antagónicas que é impossível dar a “resposta solução”. Portanto, caras leitoras, o meu conselho é: se tiverem um amigo gay, uma colega lésbica, um filho, um pai, um irmão, ou quem sabe um marido homossexual, não percam tempo a tentar entender porque é que ele se sente atraído por pessoas do mesmo sexo. Percam antes tempo a demonstrarem-lhe que gostam dele/dela e que apesar da sua diferente orientação sexual vocês tem força para superar o preconceito e encontrar nele ou nela o ser humano maravilhoso/a que ele/ela é! |
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Cosmopolita nº 124, Agosto 2002
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Nota:
O
artigo da Cosmopolita não é uma entrevista mas uma crónica.
Foi-me pedido um texto com 2800 caracteres para a Cosmopólita e
eu, que nunca tinha escrito nada para uma revista feminina, muito menos
um quase artigo de opinião com direito a destaque, disse logo que
sim!... :) |
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| Ilustração
Paleontológica |
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A
ilustração paleontológica é considerada uma
área da ilustração científica, podendo dividir-se
em duas partes: desenho de fósseis, como ossos, dentes ou pegadas;
e a representação de “formas de vida”, i.e.,
a reconstituição de como seria uma espécie se ainda
hoje existisse, seja ela vegetal, como algumas árvores, ou animal,
como os dinossauros, répteis, etc. |
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| Cais nº 79, Setembro 2003
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| Nota:
A
Cais é uma revista de apoio aos sem abrigo que 70% do preço
de capa é para o vendedor. O mês de Setembro foi inteiramente
dedicado ao Museu da Lourinhã e eu, além deste artigo e
do que escrevi sobre o Concurso Internacional de Ilustração
de Dinossauros (ver CIID), tive também a terefa de organização
editorial dentro do Museu. |
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| Concurso
Internacional de Ilustração de Dinossauros |
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O
Museu da Lourinhã promove, desde 2000, Concurso Internacional de
Ilustração de Dinossauros, CIID, devido à necessidade
de se obterem imagens de dinossauros de boa qualidade que se pudessem
usar para apoio à equipa de paleontologia. |
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Cais nº 79, Setembro 2003
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Nota:
Para ver mais sobre o Concurso Internacional de Ilustração
de Dinossauros salta para CIID. |
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